quinta-feira, 31 de março de 2011

Educação no séc. XXI

As mudanças ocorridas no presente milênio foram influenciadas pelo uso das tecnologias. Consequentemente a comunidade escolar tem que acompanhar o desenvolvimento da sociedade, surgindo assim o interesse em abordar de forma dinâmica e reflexiva o tema desse artigo, uma vez que se procura despertar no educando e principalmente no educador, a importância de se equilibrar e ampliar os conteúdos utilizando as ferramentas que se encontram disponíveis a maioria da população. Portanto, devemos refletir sobre a prática docente, e o processo de ensino aprendizagem, e inserir a escola de forma consciente na era tecnológica, não utilizando o computador apenas como uma máquina de escrever, mas como um acesso rápido ao conhecimento, através da internet ou das variadas multimídias que nos circundam. Uma vez que informática educativa nada tem a ver com aulas de computação. A nova prática pedagógica designada por Morin é de “aprender a aprender”, “aprender a refletir” e “aprender a pensar”. E deve estar inserido em todos os currículos das escolas públicas ou particulares.

Fonte: 
http://www.webartigos.com/articles/41802/1/PEDAGOGIA-DO-SECULO-XXI-MIDIAS/pagina1.html#ixzz1HZvIVEd3


Postado por Nathalia Navarro ;  Primeiro período - Noite

Tecnologia na educação

Estamos em uma era onde a cada momento surgem inúmeras especializações e infinitas informações. A capacidade humana está distante de poder abarcar todo o saber elaborado. O homem formado com a expectativa de encontrar cada vez mais certezas e estabilidades, se vê entremeado pelo caos e pela insegurança de uma vida fragmentada.
Hoje a sociedade solicita um homem que saiba trafegar não só pelos meandros de uma área específica, mas que também não se inibe com a incerteza e velocidade das transformações da técnica. O mundo contemporâneo tornou-se totalmente globalizado e altamente tecnificado, fazendo surgir uma competição quase selvagem entre as nações que demanda cada vez mais apenas pessoas qualificadas, tanto culturalmente como em escolaridade formal. As habilidades exigidas são cada vez mais sofisticadas pois a evolução do modo de produção despreza o trabalho desqualificado e repetitivo, substituído eficientemente pela automatização e robotização.
Devido a estas dificuldades, a educação é mais do que nunca um dos pilares para a construção de qualquer sociedade que pretenda ser desenvolvida.
Pesquisadores que investigam o uso de computadores na educação alegam que a informática possui uma ação positiva para o desenvolvimento da capacidade cognitiva e provoca um rompimento da relação vertical entre alunos e professor da sala de aula tradicional, fazendo do aprendizado uma experiência mais cooperativa. As radicais transformações da informática nos anos noventa reforçaram ainda mais a adoção dessa tecnologia nos meios educacionais.

LCN, 1º período - Luiza Ayres

segunda-feira, 28 de março de 2011

Taylor e a Educação na Sociedade Moderna

Cada indivíduo traz consigo uma história que começa antes de seu nascimento,  em
um espaço-temporal pré-existente impregnado por si gnos e significados culturais que
influenciam e determinam a construção de seu self. Portanto, não podemos  refletir as
relações humanas  isoladamente,  pois a pluralidade ou a singularidade dos in divíduos só se
estabelecem nas relações constru ídas dentro do context o sócio-cultural lingüístico em que
habitam.
Ao buscar uma educação menos excludente e mais humana, considerando-a 
indispensável para a formação integral dos indivíduos, propomos uma  reflexão sobre o
papel da escola na  sociedade moderna,  a partir da análise de alguns conceitos
desenvolvidos pelo filósofo canadense  Charles Taylor, sob o olhar de Araujo em sua obra:
“Charles Taylor: para uma ética do r econhecimento”.
Pensar a escola como parte de um ambiente já estabelecido po ssibilita por meio de
uma determinada configuração  cultural levantar algumas questões: Que escola é essa?
Quais são os conteúdos significativos e indispensáveis para uma educação que busca a
construção da identidade moral  dos sujeitos? Quem são estes sujeitos e à que contexto
(grupo humano) eles pertencem? Essa escola pode ser universal?
Responder estas indagações é um dos desafio s da Educação Hoje, que deve  ter em
sua base o reconhecimento do s direitos coletivos de todos os povos do planeta.
Para interpretar os grupos humanos das sociedades con temporâneas, Taylor tenta
superar a visão cientifica kant iana, na qual o agente humano  realiza suas ações  fundadas
simplesmente na racionalidade das ciências modernas.   A partir da expressividade
desenvolvida no romantismo alemão, Taylor elabora conceito s relativos à problemática
das ações humanas,  compreendendo-as como  formas de identidades morais que se posicionam no espaço público. Com isso, ele constrói um pensamento filo sófico ético-
político-cultural que compreende  as questões humanas a  partir dessa expressi vidade.
A expressão é considerada pelo filósofo canadense  um dos elementos
fundamentais para compreendermos  a estruturação da  sociedade moderna; para ele,
expressar-se é antes de  tudo uma reação humana associada ao modo de sent ir ou
experimentar o mundo - é a interpretação do mundo feita pelo agente  humano que o faz
interpretar a si próprio.
Tal expressão ocorre  por meio da linguagem.  A partir da linguagem o indivíduo é
capaz de dialogar, expressando o que está sentindo em sua interioridade,  para Araujo
(2004) é na/pela linguagem que o homem ganha a capacidade de  expressar a si mesmo e
de reconhecer  significativamente a expressão do ou tro.
Ao considerar que todo indivíduo pertence a um “grupo” (pré-existente), com o
qual interage e se constrói, Araujo afirma que a expressão do agente está  ligada à
comunidade sócio-cultural de sua  origem (fontes do self - isto é, das suas fontes cul turais
que estruturam o seu self), e suas experiências mesmo sendo particulares estão vinculadas
às suas bases on tológicas, ou seja: a  identidade do indivíduo é resultado do intercâmbio
com o outro, a construção dessa identidade se dá de maneira dialógica, na dependência da 
relação com o outro e dentro de um contexto. Deste modo: “O  intercâmbio gerado pela
linguagem entre os indivíduos leva-os a compreender  que a construção das suas
identidades passa pela contribuição significativa de terceiros”  (ARAUJO, 2004, p.176).
As ações e os pensamentos do agente  (sua identidade) estão car regados de
significados próprios, resultado s de suas relações  com o contexto em que vive. Daí a
crítica de Taylor à ciência,  pois esta descons idera as particularidades da vivência do
agente, universal izando as ações humanas  e ignorando as experiências da  identidade

Taylor define identidade como “a compreensão daquilo que tem importância
crucial para nós”, é a posição que escolhemos tomar  diante do mundo. Fará parte da
minha identidade, além das minhas características fís icas, origem,  educação, etc, uma
linhagem,  o grupo de pessoas no contexto do qual partic ipo e me orgulho, com quem me
identifico e com determinadas qualidades as quais valor izo e possuo. As ações realizadas 
por nós (agentes humanos) revelam nossa identidade, que compreendemos a partir da
reflexão.Para interpretar -se e construir sua identidade, o agente humano faz avaliações de
seus desejos e de seu modo de agir , Araujo tendo em Taylor sua fundamentação,  analisa a
avaliação dos indivíduos de duas maneiras: aval iação fraca e avaliação forte.
Para ele, a avaliação frac a tem tendências utilitaristas e está simplesmente  ligada
ao desejo individual quant itativo do agente, limitando-se a preferências sent imentais e
desconsiderando ques tões relacionadas ao  sentido valorat ivo da ação. Como declara:

Na avaliação fraca, para algo ser julgado como bom  é necessário
somente que seja desejado. Não há, assim, o comprometimento com as
formas valorativas que podem constituir o próprio desejo. (ARAUJO 2004, p.87).


 Já a avaliação forte está pautada  no valor qualitativo dos desejos, o agente
percebe que o que está em jogo com o seu modo de agir é a construção de sua identidade
humana. Sendo assim,  Araujo caracteriza a avaliação  forte como: “modo reflexivo dos
desejos” fazendo uma relação entre desejos e valor , qualificando os desejo s como
expressões valorativas da ident idade do sujeito humano. “Ser um avaliador forte é, então,
ser capaz de uma reflexão que é mais articulada. Mas tal reflexão está também num
sentido de profunda importância”  (ARAUJO, 2004, p. 92).
Sob estas cons iderações retomaremos uma questão: Como a educação escolar
pode contribuir para a formação moral do agente humano, como avaliador forte, na
Sociedade Moderna?
Os desafios da atualidade estão marcados por crises e incertezas que denunciam a
fragilidade e a insuficiência dos ideais da modernidade, provocando interrogações e 
sugerindo novas reflexões e  buscas.
Neste contexto, a escola compr eendida como instituição sócio-cultural lingüística,
encontra-se em um momento de auto-aval iação, que acabará redirecionando suas atitudes
frente ao novo. Se pensarmos a Educação como um projeto que estabelece relações entre
passado/presente/futuro, podendo ser revisto e construído de maneira aberta e flexível, 
encontramos sua jus tificativa em transcender o presente na busca de sociedades mais
justas.
A modernidade caracteriza-se pela insatisfação que nos move a
aperfeiçoar o existente, a criar, a perceber, a distribuir e a satisfazer necessidades. Se todos estamos satisfeitos, não há movimento.
(HELLER 1998 apud SACRISTÁN, 2000
)
Hoje, o que caracteriza o universo escolar é a pluralidade cultural, no plano
pedagógico a escola vem sendo “convidada” a reconhecer os diferentes sujeitos
socioculturais presentes em seu ambiente, precisando buscar  elementos que facilitem o
desenvolvimento das habilidades necessárias para  compreensão dessa diversidade
cultural.
Repetir o erro do passado e  continuar buscando uma  escola única, obrigatória e
inclusiva, só faz aumentar o número de excluídos; necessi tamos de espaços de produção
de informação e conhecimento de identidades, práticas culturais e sociais; ambientes que
promovam uma educação verdadeiramente intercul tural e possibilitem o reconhecimento
da diversidade e realidade do outro. Para Imbernón  (2000, p.82): “[...] assumir a
diversidade supõe reconhecer  o direito à diferença como um enriquecimento educativo e
social”.
Parece necessário considerar e possibilitar que a escola seja um lugar para busca,
construção, desafio, praze r, diálogo, descoberta de possibilidades de expressão e
linguagens. Este novo olhar para a escola, permite a inclusão de novas perspectivas
educacionais, podendo ir além da visão de escola somente  transmissora de  conhecimentos
conceituais, pois também são conteúdos escolares os valores esté ticos, as atitudes morais
e sociais, etc. Daí a  escola promover  situações de aprendizagem  que realmente
contribuam para o desenvolvimento integral do  indivíduo, propician do um ambiente de
diálogo entre diferentes linguagens e saberes (científico, social,  escolar), possibilitando
que o agente (aluno) reflita sobre suas ações e pondere seus desejos a partir das avaliações 
fortes, que como vimos anteriormente,  colaboram para a construção de  sua identidade.
O reducionismo das ações humanas, seja por sentimentos
preferenciais, seja por formas racionais limitadas ao cálculo, leva a
cultura moderna a ocultar a questão das configurações morais que
fazem o homem, como agente, avaliar o que é uma ação moralmente
superior à outra. (ARAUJO, 2004, p.98).
A escola não é uma instituição neutra, ela é um fator para a inclusão ou exclusão 
dos indivíduos, é principalmente a partir da educação que recebemos que nos tornamos cônscios e capazes de refletirmos sobre  nossas ações.   É por isso que esperamos para o
futuro (próximo) uma educação mais aberta,  democrática, consciente e menos excludente ;
e este será nosso desafio para a educação do séc. XXI.


LCN, 1º Período - Esthfany Andrade

quinta-feira, 24 de março de 2011

A influência do Taylorismo na Escola

O Taylorismo consiste ainda na dissociação do processo de trabalho das especialidades dos trabalhadores, ou seja, o processo de trabalho deve ser independente do ofício, da tradição e do conhecimento dos trabalhadores, mas inteiramente dependente das políticas gerenciais. Taylor separa a concepção (cérebro, patrão) da execução (mãos, operário). Nega ao trabalhador qualquer manifestação criativa ou participação.

A introdução das idéias tayloristas também foi adaptada ao campo do trabalho doméstico e da medicina. Vinculava-se a necessidade das donas de casa e dos médicos otimizarem suas tarefas. Neste contexto a organização das atividades deveria ser bem planejada a fim de que tudo fosse realizado com eficiência e rapidez. É o chamado controle de tempos e movimentos. Para tudo isso é fundamental a hierarquia e a disciplina.  Isto foi o que predominou na grande indústria capitalista ao longo do século XX, e é um modelo que ainda está bem vivo em algumas organizações, a despeito de todas as inovações.  A crise deste modelo surgiu em grande parte pela resistência crescente dos trabalhadores ao sistema de trabalho em cadeia, à monotonia e à alienação do trabalho super-fragmentado.

Como sujeitos deste processo, precisamos refletir sobre estas questões com um olhar crítico. Hoje na escola percebemos os reflexos do taylorismo no tecnicismo, na fragmentação do ensino, na competição, na hierarquização, na organização do tempo das disciplinas. Estes critérios têm se mantido na escola com a finalidade de produzir mão de obra para a ideologia dominante formando pessoas que apóiem esta ideologia e sirvam a ela. 

Não podemos esquecer que a educação para a modernidade precisa ser feita por pessoas que, na prática diária da cidadania, entendam o mundo em que vivem e suas alterações tecnológicas, entendam suas características pessoais que os humaniza e entendam as verdadeiras necessidades do povo. Portanto as metodologias pedagógicas precisam ser revistas, pois, ao se subjugar aos reguladores das políticas educacionais que, de cima para baixo, elaboram sugestões, imposições, para nortear a educação ignorando as necessidades específicas de cada povo, evitam que as escolas trabalhem com liberdade desenvolvendo seu trabalho pautado no que é realmente preciso diante da realidade socioeconômica de suas clientela.

Em fim, a influência do Taylorismo na educação moderna gerou alguns problemas que precisam ser revistos pela comunidade escolar. Para reverter este quadro, a escola precisa produzir sujeitos que saibam romper com este processo excludente de maneira consciente e reflexiva, em todas as estâncias em que participam, seja no seu espaço autônomo como nos sistemas educacionais que freqüentam na busca da formação integral, recurso básico para o exercício da cidadania, livre da fragmentação da consciência, do indivíduo e da sociedade.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/1152/1/Reflexoes-Sobre-O-Taylorismo/pagina1.html#ixzz1HZqNEJug



Postado por Nathalia de Souza Navarro, aluna do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza.

Influencia do modelo taylorista na escola

Segundo Rago (1984, apud Cruz) Taylorismo é um modelo de produção que vem consolidar o processo capitalista onde o trabalhador perde a autonomia e a criatividade acentuando a dimensão negativa do trabalho. Recebe esse nome por ser um método de planejamento e de controle dos tempos e movimentos no trabalho, com as seguintes características: 1) padronização e produção em série como condição para a redução de custos e elevação de lucros. 2) trabalho de forma intensa, padronizado e fragmentado, na linha de produção proporcionando ganhos de produtividade.
Hoje na escola percebemos os reflexos do taylorismo no tecnicismo, na fragmentação do ensino, na competição, na hierarquização, na organização do tempo das disciplinas. Estes critérios têm se mantido na escola com a finalidade de produzir mão de obra para a ideologia dominante formando pessoas que apóiem esta ideologia e sirvam a ela.  


*Escola tradicional
Valoriza o repasse de informação, memorização, cópia.
Ênfase na memorização, repetição do conteúdo.
 *Escola Tecnicista
Trabalha por etapas.
Condiciona o que deve ser feito.
Ordena a seqüência
Valoriza o método.
Ênfase na fragmentação da aprendizagem
Conteúdos trabalhados por etapas.
A prova vem da lógica tecnicista.
Aluno: Lucas eiras

Influências da Administração Científica na Escola Atual.


Influências da Administração Científica na Escola Atual.

A escola prepara pessoas para que estas possam atender as exigências do Mercado, de acordo com o modo de produção implantado no país o Governo investe em educação com a finalidade de sustentar a economia da Nação. Partindo deste princípio torna-se fácil observar que o método Taylorista-Fordista, cujo objetivo é um melhor aproveitamento dos recursos humanos através da administração científica dos mesmos, foi uma metodologia amplamente utilizada nas Escolas modernas e que ainda deixa traços nas Escolas Atuais.

O método de Taylor e Ford consistia em gerenciar a função dos trabalhadores em uma determinada empresa ou fábrica para que as atividades diárias fossem executadas com mais eficiência e rapidez, produzindo assim um lucro maior para o dono do meio de produção à custa do esgotamento físico do trabalhador. Suas principais características são: a produção em série, o trabalho repetitivo e especializado, a produção em massa, fabricação de produtos idênticos, treinamento específico para o trabalho, controle de qualidade no final do processo, controle de tempos e movimentos (para um melhor aproveitamento do tempo), etc. A idéia era produzir mais em menos tempo e gerar mais lucro para as empresas.

Com a aplicação prática dessas idéias foi estabelecida uma relação entre os operários das fábricas e a gerência da mesma, onde a gerência tornou-se responsável pelo planejamento e controle do trabalho e aos operários foi dada a função de executar as tarefas.

Ao trazer a teoria de Taylor e Ford para a realidade escolar são observadas inúmeras influências na gestão educacional do país. A mecanização do ensino, onde as crianças muitas vezes decoram o conteúdo transmitido pelos professores. As disciplinas que são ensinadas muitas vezes sem uma interligação. O objetivo da escola de formar uma grande quantidade de pessoas aptas a trabalhar e não de transmitir de fato o conhecimento estimulando o aluno a pensar. O relacionamento impessoal entre a grande maioria dos professores e seus alunos. São exemplos do Taylorismo inserido na Escola. 

Mesmo que o professor almeje o desenvolvimento intelectual de seu aluno, ele não pode deixar de transmitir as disciplinas e conteúdos organizados e planejados pelo Governo, porque, se assim ele proceder, o aluno não terá sucesso ao prestar vestibular para uma boa Universidade, ou não passará em um concurso público. 

Na época que o modelo da administração científica foi implantado nas escolas, século XIX, ele atendeu perfeitamente as exigências dos Governos e das Classes dominantes, porque alienava as pessoas, as quais não necessitavam de muita instrução para o desempenho de tarefas rotineiras e específicas nas indústrias.

Atualmente a escola vive um momento de crise porque ainda é estruturada para a formação em massa de estudantes através de um método mecanizado de ensino. Só que Hoje, grande parte das empresas exigem a participação intelectual de seus funcionários, cabe a escola prepará-los. As pessoas precisam ser críticas e racionais para participarem das tomadas de decisões em seus respectivos empregos. “O bom desempenho no trabalho deve proporcionar acesso a algum futuro desejável - maiores salários, promoções, benefícios.”

Porém, como incentivar o desenvolvimento intelectual desejado pelas empresas impondo certo limite? Esse “limite” seria justamente um método capaz de impedir que as classes dominantes percam o poder devido ao alto nível intelectual que a população venha a atingir, nível este que é necessário para o crescimento da economia atual.
 Como ensinar os alunos a pensar e não apenas aceitar um modelo de ensino pré-estabelecido? Claro, sem que isso afete a elite social! Essas perguntas ainda não apresentam respostas plausíveis. 

Portanto, a escola atual enfrenta uma crise educacional baseada nos padrões antigos, modernos, de ensino que não correspondem a atual situação, e baseada também da dificuldade de introduzir uma nova gestão de educação capaz de intelectualizar os Homens.  

Nome:  Liana Genuncio Silva

Fontes: 

ESCOLA ‘TAYLORIZADA’: O ENSINO ESTRUTURADO E OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

As teorias da administração empresarial foram importadas para a estrutura organizacional da escola pública, através das quais a divisão do trabalho organizado sob o enfoque da centralização de poder, aparece na escola como um instrumento facilitador do trabalho do professor, visto que é por intermédio do professor que o capital implementa suas propostas de modo a atender à necessidade imperiosa em qualificar a mão-de-obra originária da escola para lidar com os recursos que dominam o mundo produtivo. Ao reproduzir o modelo de organização empresarial, a divisão do trabalho invade a escola, para o que é preciso uma preparação especializada dos profissionais da educação. É neste contexto que se afirma a utilidade da divisão técnica do trabalho e, através dela, cada trabalhador se especializa no seu fazer perdendo a visão global do próprio trabalho. A escola vai servir a este processo, no qual o que mais se destaca é a formação da mão-de-obra necessária ao capital.
A seguir serão mencionados alguns aspectos da Administração Científica proposta por Taylor (1966) e pelo Ensino Estruturado, a fim de ressaltar as visíveis semelhanças entre um e outro. O que parece deixar clara a inspiração do Ensino Estruturado no sistema de Taylor.
Taylor (1966, 55) considera que a tarefa seja, talvez, o mais importante elemento da administração científica por ele proposta. Segundo o autor, na tarefa explicita-se não apenas o que deve ser feito, mas também como fazê-lo, e o tempo exato determinado para a execução dessa tarefa. O autor deixa clara também a necessidade de divisão do trabalho ao afirmar que são necessários dois tipos diferentes de homens: aqueles que planejam o trabalho e os que o executam. Esses homens que planejam o trabalho se encarregarão de preparar instruções minuciosas a respeito da melhor forma de se realizar uma determinada tarefa. Os melhores instrumentos para a realização da tarefa serão constantemente aperfeiçoados, cada modificação por eles sofrida será cuidadosamente investigada ainda durante o trabalho, por meio de registros escritos, o que “requer registro, sistematização e cooperação” (TAYLOR, 1966, 127) por parte dos trabalhadores que executam o trabalho.
O Ensino Estruturado também pressupõe a divisão do trabalho: uma equipe, como afirma Castro (2005), composta pelas melhores cabeças disponíveis pensa o trabalho, planeja-o para o professor em todos os seus aspectos – conteúdos, objetivos, aulas, atividades e avaliações. E ainda de acordo com o autor, essa equipe deverá realizar esse planejamento com mais competência que o professor, já que poderá contar com pessoas que reúnem habilidades que o professor individualmente não possui. O professor recebe pronta toda essa prescrição sobre seu trabalho, que lhe deve ser passada de forma clara.
Massi (2006) aponta que o Ensino Estruturado traga a possibilidade de um material didático mais consistente, pautado na literatura referente a cada área do conhecimento, preparado por uma equipe especializada. Esse planejamento seria então o melhor instrumento para a realização do trabalho do professor, o registro amplamente detalhado de tudo o que deve ser realizado em uma aula.
Castro (2006) afirma que “os professores têm de receber essa missão, de forma clara. E precisam prestar conta dela. Os que tiverem êxito na missão devem ser festejados e premiados”. O que nos remete à idéia de Taylor (1966) sobre gratificar o trabalhador pelo trabalho executado.
A adoção do Ensino Estruturado na escola resultou na organização do processo pedagógico a partir de registros prévios detalhados de todas as aulas e atividades realizadas na Educação Infantil e Ensino Fundamental. Esses registros se organizavam na forma de planejamentos de trabalho, elaborados aula a aula, com riqueza de detalhes nas estratégias propostas. No curso do trabalho com os planejamentos em sua sala de aula, o professor propunha por escrito mudanças ou correções a eventuais problemas encontrados nesse material, realizando registros que orientavam a revisão e aperfeiçoamento dos planejamentos para o ano seguinte.
Porém, é importante ressaltar que o trabalho docente lida o tempo todo com um objeto que é também sujeito, o aluno. A docência é uma “profissão de interações humanas” (TARDIF, 2005), onde não se podem prever totalmente os resultados das ações ou atitudes tomadas, já que o “objeto” do trabalho apresenta também demandas próprias e possui a capacidade de oferecer reação, criando situações variadas, com as quais os professores lidam de diferentes formas.
Efetivamente, fruto deste modelo de administração empresarial que vê o homem como parte de uma engrenagem, uma peça de uma máquina e não como ser humano, a escola sofre suas conseqüências, o que dificulta um trabalho cooperativo, criativo, democrático, perdendo-se a identidade da escola como espaço de formação humana.
A divisão do trabalho do operário, o qual deve dedicar-se exclusivamente a sua função não se importando com o funcionamento geral do sistema, leva o operário a fazer algo específico sem ter uma visão de conjunto. Perde-se, portanto, com a divisão do trabalho, a visão global do próprio trabalho e de sua importância social, o que se reflete na escola, com a criação das especializações que levam, fatalmente, à perda da visão global da educação e suas implicações com o contexto social mais amplo.

Postado por Mayana de Azevedo, aluna do 1º período em Licenciatura em Ciências da Natureza - noite.